08 junho, 2007

A esperança...

Às vezes me sinto um menino...
Mas adeus eu digo, pois homem é estado de espírito,
E sem vota eu praguejo aos ventos,
Que me levam sem pressa ao final de meu tempo.
Onde me aguarda a morte para em teus braços me embalar,
Onde o dragão guerreiro que voou vai bailar,
Enquanto pessoas sem nome estão ao meu corpo embalsamar.
E eu vagando a esmo sem realmente querer,
Sem saber que, entes me chamam, querido.
Enquanto meu corpo túrgido e rígido,
Desce a ponto de meio metro.
Para então lhe cobrirem de concreto
A mão calejada do homem com a pá.
E no escuro desse fundo,
Sinto a me comerem, os vermes.
Sem dó, nem piedade,
Quem sabe. Eu ainda sinta saudade,
De meus dias vivos em alegria.
Quem sabe ainda sinta tristeza,
Minha esposa só em agonia.
Não chore mulher!
Pois ainda lhe será vindo o dia...
E lá seremos felizes...
E viveremos em nosso lar...

Alexandre Guimarães

5 comentários:

Kátia disse...

Gostei dos 2 textos do Alexandre Gusmão.Mas,esse é muito bacana.

Cia De La Mancha disse...

O nome deste Carioca é Guimarães e não gusmão... mas sei que este conteporâeo escreve bem, e pode melhorar muito ainda... agradeço...
Estarei em seu blog qualquer dia

Kátia disse...

Desculpa...eu não sei de onde tirei o 'Gusmão',ou melhor até sei.Quando tava escrevendo aqui,estava vendo outras coisas---tudo ao mesmo tempo--mas,foi isso mesmo que quis dizer 'Guimarães'.
E este carioca Alexandre Guimarães é você não é?...
Vou aguardar sua visita.

Kátia disse...

P;S: É só uma suposição....já que agradeceu...apesar do 'contemporâneo'...

Cia De La Mancha disse...

O Alexandre é bem diferente de mim... definitivamente não sou ele.