03 outubro, 2007

Ao sono mórfico, um experimento trágico.

Continuo parido
Desta puta sem marido.
Do caminho retorcido
Da casa mal trapilha.
Da investida, à partida.
Da queda bem doída.
Do olho já cansado,
Do sono embalado.
Da noite alta, à besta.
Da comida a putanesca
Do enjôo em seguida
Do médico a aspirina
De amanhã ao dia.
Do trabalho não querido
Da ja te digo.
Da falta de um amigo.
Do coração ao umbigo
Do peito ao pé.
A preposição prepondera.
O escrito se esvai.
Assim como o dia
um novo experimento cai...




(essa não é das melhores, mas vai assim mesmo...)

4 comentários:

Bárbara V Brito disse...

nao importa a beleza mas sim o peso das palavras, e o seu significado especialmente por quem foram ditas. pois ai esta a sua beleza devido a sua naturalidade e impacto.

Vanessa Lourenço disse...

A minha semana á parecida, é um turbilhão de feelings, daqueles que nos fazem ter enjôo e vertigem, mas com muita adrenalina. Um beijo.*

Kátia disse...

"Continuo parido
Desta puta sem marido.
Do caminho retorcido
Da casa mal trapilha.
Da investida, à partida.
Da queda bem doída.
Do olho já cansado,..."
---
Fulgurante!Forte!...trágico!Eis que volta a cena meu autor.
Tenho penas nas mãos e sangue a escorrer nos cadernos.E como dói!
Maravilhoso post!
Beijo!

Kátia disse...

Deixo aqui o meu abraço.E que aproveite as festas natalinas em paz e com muita saúde.
Beijo!