Mal dormira e veio a lua a elevar-se fria
Pra em meu colo sem vergonha, ou agonia,
Deitar-se em festa e acariciar-me a fronte.
Sem demora passei presente por entre os dentes
Deste Hermes de tropel.
Fugi de lá levando sequer meu corcel,
Deixando pra traz meu querido cordel.
Pendurado entre árvores, da rede, os punhos,
Ficou também minha alma em peso,
Meus prantos e meus desejos.
Deixei tudo por esse momento belo.
Para apenas num carinho, enfim,
Receber dessa lua que foge de mim.
Mas não desisto não!
Para ti não serei só um adão.
Serei a lira entoada em poesia
Cantando versos ainda que desconexos,
Lutando pra não perder o tom.
Serei também mandante e capataz
Mas do que pode essa realidade
Dizer pra mim o quanto me ama.
Não sei ao certo se me procura,
Se me quer, ou me gosta.
Mas sei com certeza,
Não deixarei por incerto
Todo esse momento em manifesto
Passar num breve embaraço.
Ouça bem!
Quero apenas o teu regaço,
Teu colo, carinho de mulher,
Que mesmo lua, sabe o que quer.
Quero você bem assim
Sempre perto de mim
Pra me fazer feliz
Seja como homem,
Amigo
Ou mulher...
Eu
A você Lua Dedico esta aventura...
2 comentários:
Tava 'cuzcando' pela rede e vi teu blog.Muito bom!!!Adorei os escritos.São seus???Vou vir sempre!!!Não pare de escrever tá?
Fica bem!!!
Peço, desde já, desculpa pela intrusão...passei, olhei e gostei...
Continuo a achar que a lua é a "culpada" pelas mulheres existirem da forma que existem e de tranpirarem o seu melhor, em curvas e pensamentos, emoções e sentimentos, um beijo
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