Uma coisa sem ter rumo.
Uma escrita sem saída.
Não sei ao certo o que sinto.
Não sei direito o que rabisco
Com parva pena o papel.
Sei apenas que com cinzel
Esculpi seu nome sem adjetivo,
Pra ficar menos apreensivo
Aguardando seu retorno.
Mas ainda lembro do abandono.
Na cabeça um chapéu de adorno,
Representa um sentimento,
De dor e tristeza latente,
Enfiado até a altura dos dentes.
Lembro também do chinelo,
Arrebentada a tira na altura do garrote.
Que mostra que nada é forte
Diante de tanta miséria e covardia.
Não sei se perdi você nesse dia.
Mas se pudesse, diferente eu faria.
Nada de arrebentar o peito
Em meio ao meu estouro,
Onde a manada não é de touro,
Mas de palavras de agouro.
Onde em verborragia gritei minha covardia,
Pensando falar o certo ao juízo perfeito.
Mas encontrei no álcool o defeito
De sua vil incompreensão.
E sentado olhando dos outros, o passeio,
Pensei haver encontrado meu arreio.
Mas não tardaria o preocupado,
Recorrer sem desagrado,
Ao bolso do aparelho.
Um alô eu mal ouvi,
E não tardaria a confusão...
Ah se soubesse!
A esse bolso não recorria...
A palavras duras, jamais faria!
Minha razão, não deixaria...
Mas mesmo assim, pobre de mim.
Que abri mão da certeza,
Mão dessa beleza,
Chamada compreensão...
Alexandre Guimarães
Um comentário:
Ah! reli esse...muito muito muito lindo.
Olha,vou passar a noite inteira a ler/escrever em seu blog.
Lol.
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