10 janeiro, 2008

Um Dia Um bobo e singelo elogio....

Dia pensado de palavras arbitrárias...
Do equivoco dos sentimentos opostos...
Deste da alva pele que se foi...
Mergulhado assim num mar ruidoso.

Navegado em sua pequena quilha...
Rasgado naquela quebrada...
Pesado depois dos anos
O passado desta nova forma...
Pena sinto apenas pela rima.
Do toque do navegante das ondas...
Que me empobrece a esgrima...
Desagrada a imaginação.

Mas voltemos do mar desbravadas,
Tantas, quanto pude, varca, das ondas...
Quebrada a estrutura deste que flutua.
Belo e moreno no dorso duma prancha...

Exclamadas pelas que te vêem...
Pensa em tantos, há!
Pensa em hiuhu!
Pensa em dropar!

Não desejo mais te detestar!
Minha bela quilha!
Minha coisa linda!
Minha pequena pranchinha!!

27 dezembro, 2007

Para sempre...


Digo-te sem pena, que minha cena vem do mar de minhas imagens,
Faço-te promessa, a outra que me peça: cante em prosa a recita,
E diga-me o que espera desta sesta dormida em pequeno berço...
As pausas mais mundanas, perdidas neste verso aparentemente desconexo.
Deixo quebrada e sem rima, perdidas para sempre com seu regaço...
E como disse o quinteto, foi-te amada para sempre na morte dos dentes,
Sofrida na agonia, horror daquela que constata na dor a insalubre saída,
Não regressa, a outra te tomará da testa e dirá: vai que é meu o laço...
Não chore a falta que te fará o amado, se foi tua a decisão: te deixo...

Falo de alma desarvorada, de cólera empombada,
Não pode me deixar assim, o que é felicidade assim?
Minha morte mais perto, sente meu peito dileto...

Vejo um fim pra este crime.
Faço cama na varanda!
Deito minha alma pelada!
Cubro meu rosto e veste!
Sete palmos abaixo no solo!
Deixo pros pobres meus olhos.
Meu bem mais precioso...
Pros apaixonados deixo os versos...
Pros aniquilados, esperança...
Pros derrotados, vitória...
Pros amados, temperança...
Meus amores, remorsos...
Amigos, saudades...
Família, consolo...
Corpo, carícia...
Toque, pesar...
Beijo, pesar...
Sexo, pesar...
Confiança para sempre quebrada.

23 dezembro, 2007

Desde já tenho-me dito perdido...

Desde já te digo que só um amigo
daqueles que não me tocam o umbigo
serve pra fazer do castigo
companheiro em uníssono
com a língua do fel amargo.
Digo que te folga o aceio
que me falta um arreio
na pobre calha da relação
que verte em dirreção
ao fétido sumidouro.
Do esperançado um depósito
do caminhar truncado trânsito
da palavra dita uma negação
da inaudita imcompreensão
desta moça da escuridão
relego-me assim da alma
pra dizer sem rima
que minha sina
simplismente
finda
com esta oposição...

03 outubro, 2007

Ao sono mórfico, um experimento trágico.

Continuo parido
Desta puta sem marido.
Do caminho retorcido
Da casa mal trapilha.
Da investida, à partida.
Da queda bem doída.
Do olho já cansado,
Do sono embalado.
Da noite alta, à besta.
Da comida a putanesca
Do enjôo em seguida
Do médico a aspirina
De amanhã ao dia.
Do trabalho não querido
Da ja te digo.
Da falta de um amigo.
Do coração ao umbigo
Do peito ao pé.
A preposição prepondera.
O escrito se esvai.
Assim como o dia
um novo experimento cai...




(essa não é das melhores, mas vai assim mesmo...)

30 setembro, 2007

Ode a Zaquia Jorge
















Quando Madureira chorou,
O pranto a um menino embalou.
E da guarda ergue sábia,
Toda a força que Jorge te ensinou.
Jorge de Lança e de trança.
Jorge guerreiro, e primeiro.
Que dança no subúrbio.
Que canta sem distúrbio.
Aquele mulher. Homem.
Aquelê tudo.
Assim falou um samba,
Assim cantou a musica.
Assim ditou a musa...
Mas este Jorge sobrenome de mulher,
Não só Jorge dela é.
Também, aquele que luta ante pé,
Lançado em armadura, contra o dragão.
Valioso e derradeiro, foi-se sem deixar na mão,
Qualquer um que dele se valia.
Mas mesmo ele não deixou a musa.
Que com nome de guerra deixou esta terra,
Ainda assim lavrou seu registro.
Escrito pra aqueles que o temem,
O amam, e fazem dele seu guia.
Jorge de nome Zaquia, mulher guerreira!
Ergueu em Madureira uma verdadeira Cena.
Falou de mim...
Fez em mim...
Brotou de novo tupiniquim...
Aquela velha alma brasileira...

20 setembro, 2007

Na Mão



Sentado estou diante de minha sina,
Vendo horas que se passam sem rima,
Sem trova, com aquela não oferecida rosa
Que ficou pra depois, e esqueceu a graça
Que nem o ar dado foi de prece.
Quem sabe reza da imperfeição dessa pressa.
E sem esta me deixa às avessas.
Sem cheiro ou beijo, sem roça ou troça,
Deixa-me apenas a uma veste que não tira...
Que não veste...
Deixa perdida a rima da própria poesia.
Ao léu deixada num granel nenhuma grama.
Fica sem cheiro o bordel sem a dama,
Fica sem cama a nobreza sem uma puta,
E sem pauta fica minha mal composta peça.
Na ausência da escrita desta tua testa,
Que só me atesta o quanto foge da vida,
Quando a palavra decidida é o sexo da tua grutinha,
Será a mulher perdida pra uma garotinha...
Será a vontade desta puta a minha cornuta...
Será a minha duvida a minha fadiga...
Quando será que teu umbigo encosta o meu outra vez.
Já não quero mais da minha mão tua substituta,
Espero que com poesia conteste...
E me deixe feliz sem tua peste, da fuga.
Já neste drama procuro outra que te jogue fora...
Que me deixe à cama...
E diga que me ama...
Com palavras fartas e boca cheia,
Fale de amar um homem que a mereça.
Faça por, e seja por. Numa noite sem ceia.
Pense mais uma vez amor, vem e te deleita...
Me faça pensar, outra vez quero te ver gozar...
Me diz sem pudor putarias, cheias de amor.
Me faz querer não me deixar te fazer sofrer.
Me faz amor, não mais que eu puder,
Não menos que eu querer...
E frio me deixa,
Nesta queixa,
Assim como diz a musica.
Assim, com o raiar do novo dia...

17 setembro, 2007

Depois de muito tempo a primeira porrada!

Sei que estou há alguns dias sem passar por aqui. Tenho andado escrevendo por estas quebradas meus caminhos pessoais. Por isso dei um tempo pra algumas de minhas paixões... Agora estou aqui, fervendo de idéias e desequilibrado em pensamentos... mas acima de tudo acho que um recado é válido pra quem queiser não me entender, e deixar que este mundo imundo de ilusões de consumo tome conta da lúdica alma que abita habita no homem...



Não estou mais a venda...

Uma viajem fiz aos confins de minha alma,
De lá não pude trazer nenhum suvenir.
E de certa melindra esgueirei minha sina.
Trouxe pra mim, livre a deixar voar,
Minha alma, minha vida pra deixar falar,
Daquele amor estúpido que mantenho.
Essa coisa que não me livro,
Nem mesmo depois de ver no chão o piso
Com minha pêssega bochecha.
Mesmo assim ao pé de minha própria letra.
Sei que ando caminhando pelo mau agouro,
Mas deixo esta de medo pros fracos.
Ando destemido no mais negro escuro.
Ando desarmado e sereno
Pra que não me tenham tempo
De me perguntarem o nome
Quando ao meu pescoço grudarem,
Sabendo o rubro sangue que consomem.
Conhecendo a verdadeira face deste homem,
Sei que não posso esperar sorte alguma,
Dirá talvez minha fortuna,
Ao fim do pacto que fiz,
Ao declarar-me esta puta meretriz.
Deixar meu cérebro pros teus...
Entregar meus ditos a ti!
Escrever assim sem récita...
Que dirá sem pauta!
Direi filhos da puta!
Digo sem medo e nó á goela.
Excremento insólito destes que me apodrecem...
Não irão vencer minha alma!
Pois ela ainda é serena...
Ela ainda escreve!
E mesmo que vocês queiram
Nunca me tocarão...
Minhas idéias e ideais...
Meus verdadeiros amores
Minha vida, minha sina...
Grito a todos os que quiserem ouvir!
E ouvirão...


Meu preço vocês não podem mais pagar não!!!

12 agosto, 2007

Acho que enlouqueci....


Gostaria de deixar este corpo no repouso.
Tenho muito andado em busca de meu gozo.
Vou passando e deixando marcas pra esse povo.
Venho da parte desta sabia esfinge,
Do Ápis Deus todo poderoso,
Sabe da fúria que leva em seu dorso.
Sabe da expressão pálida no meu rosto.
Vê ao meu lado a esperada consorte.
Que das estranhas palavras do Oráculo,
Não deveria me ser mais que amigo,
Da sua brancura, beleza e seio,
Preferia eu, tê-la esperado na morte.
Mas ávido, e de bom galanteio,
Não perdi dela o menor momento,
De quebra garanti-lhe o sustento,
Nesta fúria mandei o boi ao abate!
E dele nem o mocotó quero!
Por esta alma eu me sacrifico!
Por meu peito mais que grito!
Quero ser mais que só teu amante!
Quero ser pai, e quem sabe vovô.
Quero dar a luz como tu
Quero fazer-te amar mais que eu.
Quero poder dizer toma que o filho é teu...

Volto já

Retrato o que digo dentro de meu castigo...
Sei que tenho refletido mais que o usual...
Sei que minhas entranhas estão amontoadas...
mas que minhas idéias seguem claras...
Mas que noites são escuras...

Digo que não tenho mais o que dizer...
pois antes de escrever
ainda tenho muito o que viver...

Mas a vida não há só de ser escrita...
há de ter a guarida
de algum bom Deus ai...

Mas deixo aqui mal escrito o meu dito...
E passo alguns dias no escrito...
Baixo no volume extenso no tamanho...
Encolhido num breve pedaço de meu hd...

07 agosto, 2007

Nova religião?

Já estive em varios lugares
já pisei em muitos altares
já vi muitas imagens
ja adorei a todos os santos

Passei por brancas velas
Orei por negras almas
Salvei amantes e amados
chorei pelos desesperados

Quebrei tabús não decifrados
Enviei almas aos crucificados
Deixei viva a chama dos penados
Lancei alva a mão aos céus.

Sei que posso romper os grilhões
Sei que vou viver à borbotões,
Mas jamais devo esquecer aos sofridos
E laçarvos-hei minhas salvas
Farei deles meus seguidores
E amareivos mais que antes

Pois sei que amantes
Agora não mais que antes,
Somos destas massa de teclas
Que digitamos sempre sem fim
no momento da espera de um novo recado,
Seja do novo ou do velho,
Seja do amigo ou não.
Do perto ou distante.
Em busca deste conforto errante
Onde idéias lidas não são mais só suas
Onde religião não segue linhas
Onde o amar não vê fronteiras
Onde o ar não nos impede
Onde a elétrica não choca.
Onde o pobre não é rico
Onde o rico não é pobre...
Esse peradigma das ligaçoes deste mundo da religião digital...