06 novembro, 2008

sem título ainda

Mulher em minha pena,
Que de leve desliza em sua pele.
E que serena deita nua,
Decúbito em minha cama.
E num enlace frouxo
Deixo teso meu punho.
Toco seu rosto sem medo,
Beijo a face, olhos, cabelo.
Amo cada torso, seus véus.
Deixo louco cada rosto
Semblantes em doce mel.
E vou ainda assim sem crueldade
Deitar-te assim afago cor de jade,
Numa relva de capim...
E do desejo penso eterno,
Por menos que me dure...
E que por mais que seja,
será só meu o teu toque...
sei que você ainda quer minha face
Deste lado perto, tua.
E por outro será você coberta ou nua?
Pouco importa o pano,
Desde que seja meu...
Pouco importa a moda,
Desde que seja minha
Tua carne, teu beijo, corpo
Amor louco,
Doce pouco,
Mas ainda minha...
Mulher amada e sempre minha...
De um louco apaixonado.
Sempre forte,
Apaixonado... amante eterno...
Seu homem...
Homem teu...

18 outubro, 2008

Alegria...

Muito fiz em minha tristeza,
Mas deixei de lado a calmaria...
Vez ou outra furacão...
Tempestade de idéias, ser volumoso.

Fiz de mim um novo ser,
de perdas e de prazeres,
Novos rumos e rumores...
novas almas dirigidas.

Perco-me em minha alma...
peço-me em demazia...
Arranjo a valentia,
E de novo enfrento o divã.

Mas daqueles outros tempos,
De verões sem sol, praia e futebol,
sei que não deixarei chegar...

Determinado em minha estória
pensado em minha vivencia,
Carente em minha vitória
não só mafalda me fez contente,
Apenas serei eu seu poente,
aurora reluzente,
de fartura bem dizente...

Dias atribulados que me deixam contente.
Fazer dileto do meu posto,
bem aventurado o homem bem disposto.
Permanente o ardil do feito posto.

Grande vitória.
Maravilhoso retorno...
gordo um bolso.

23 maio, 2008

Meu tempo

Depois do tanto,
Mais um tanto,
Do pouco que faço
Do pobre palhaço.
Escrevo sem pranto
e distante mantenho
meu pobre teclado.
Quero ver o que tenho.
Quero escrito direto,
Correto, sem medo
E disse um poeta como...
Como posso escrever,
se ainda não sou vivo.
E vividos são meus últimos dias.
minha escrita que muda e se transforma,
minha forma que sente
depois escreve...

14 fevereiro, 2008

Lá vem um sol!


Diga aos meus mais próximos amigos,
Que quem sabe um dia me acerto...
Não sei porque sou desse jeito?
Sou apenas alguém com um grande peito,
Onde sempre cabe mais um, ou digo...
Mais uma...

Pena que deste mal do século não padeço...
Amor maior dói só, no peito...
Fujo longe da mandinga deste dileto.
Com a outra foram-se, o saco predileto...
E poucos carinhos pra sempre guardados...
Mas com esta...

Dias que sempre viram festa, gritam não é só!
- Pra ti tem sempre mais um! Diz a de sorriso no rosto...
E sei que nunca morrerei de desgosto,
Macambúzio, ou paixonítico...
Sei que das certezas, duvidas não tenho!
Dei que, destas, corroer mais, não tenho!
Sei não tenho nada, e de tudo tenho!
Tenho escrito, dito, não dito, nariz e olho...
Tenho papo, amarro, e se deixar até piolho...
Mas deixo a festa...

Gostaria de cantar em seresta, mas só resta, dizer em pouco...
Que desta cantoria não pratico,
Pois gritar-lhe sol da minha praia! Deixou-me rouco.
Prefiro então sussurar no teu ouvido...
Palavras de deixar outro comovido.
Pois só neste teu pé (que não é o do chulé),
Posso deixar recado tão feliz...
Bola vermelha do meu nariz!

Papo de belo palhaço, pra esta bela palhaça.
Que não deixa de fazer graça,
Mesmo que deixe de lado o cavalo e a lança,
Para ao teu lado fazer rir o outro
Num desembaraço gargalhar a roto...

Prefiro assim meu sol
Quero destoantes e bemol,
Pra divertirem-se em si,
Este belo casal que sorri...
Ou seria só ri...

07 fevereiro, 2008

Hoje tem carnaval?

Gostaria de dizer que talvez um dia eu volte a sofrer,
Mas não por agora...
Tenho pena de minha alma!
Que muito disse a mim nos últimos dias!

Corre! Vai neste desbunde!
Finda será a alegria na quarta que se adia à segunda!
Pula! Vai nesta folia!
Que o dia será do momo gordo de terça!
Veste!
Fantasia aquela cabeça, que só não se perde do pescoço!

Carnaval deste dia!
Sexo amor e melodia, do samba a canção de Davis...
Um tanto contra folião, deitei ao Baco meu bolsão,
Enchi a cara de canção!

E da redonda cerveja, bebi sem medo a nesga!
Tropego estive a pular na cara do boitatá
tropeçando em loroza,
Sorrindo pra loirosa.

Quase furando o bucho do céu...
relembrei o mito do cordel,
Ao som do metal do frevo à meia noite,
pulei sem medo, até sarar o porre...

Hoje, já passados os dias...
Olhos inchados da alegria,
Estomago cheio de terça,
Nesta cinza quarta-feira,
do olho ao popre jejum,
À espera, não finda até a santa ceia...

10 janeiro, 2008

Digo qualquer pros de oposição do meu governo.


Tomate santo!
Toma-te o molho!
Que fecha teu olho
Pra alta de preços do ipc...

Pqp! Que coisa é essa?
Quais tuas metas?
E quem engana?
Verdade insana...

Não existe verdade
Pra quem apenas foge
Deste eterno crescer do aqué
Gasto do bolso e da meia do pé...

Pensa que não te emenda,
Pois até o da lei, decreta.
Pesado no bolso de quem?
Pena que quem paga sou eu!
Proletário trabalhado, ferrado e mal pago!

Mas não deixo pros meus,
Aquilo que o gato comeu...
Brigo apenas pra ter o que prometeu!
Dá-me logo o que por direito é meu!

Minha paz d’alma, por larapio levado,
Minha grana em verde fólio pintado,
Meu teto barato parvamente construído,
Minha conta de banco diariamente esvaziado.

Diga-me com que valores eu tenho direito de viver?
Desde já me dito grato ao seu desembaraço...
Digo já diretas que foram!
Da forma isolita que deixaram esta velha oligarquia...
País meu que tanto cultivo,
Faz-te mais que meu abrigo...
dá me orgulo desta nação!
Adeus CPMF acho que não!

Um Dia Um bobo e singelo elogio....

Dia pensado de palavras arbitrárias...
Do equivoco dos sentimentos opostos...
Deste da alva pele que se foi...
Mergulhado assim num mar ruidoso.

Navegado em sua pequena quilha...
Rasgado naquela quebrada...
Pesado depois dos anos
O passado desta nova forma...
Pena sinto apenas pela rima.
Do toque do navegante das ondas...
Que me empobrece a esgrima...
Desagrada a imaginação.

Mas voltemos do mar desbravadas,
Tantas, quanto pude, varca, das ondas...
Quebrada a estrutura deste que flutua.
Belo e moreno no dorso duma prancha...

Exclamadas pelas que te vêem...
Pensa em tantos, há!
Pensa em hiuhu!
Pensa em dropar!

Não desejo mais te detestar!
Minha bela quilha!
Minha coisa linda!
Minha pequena pranchinha!!

27 dezembro, 2007

Para sempre...


Digo-te sem pena, que minha cena vem do mar de minhas imagens,
Faço-te promessa, a outra que me peça: cante em prosa a recita,
E diga-me o que espera desta sesta dormida em pequeno berço...
As pausas mais mundanas, perdidas neste verso aparentemente desconexo.
Deixo quebrada e sem rima, perdidas para sempre com seu regaço...
E como disse o quinteto, foi-te amada para sempre na morte dos dentes,
Sofrida na agonia, horror daquela que constata na dor a insalubre saída,
Não regressa, a outra te tomará da testa e dirá: vai que é meu o laço...
Não chore a falta que te fará o amado, se foi tua a decisão: te deixo...

Falo de alma desarvorada, de cólera empombada,
Não pode me deixar assim, o que é felicidade assim?
Minha morte mais perto, sente meu peito dileto...

Vejo um fim pra este crime.
Faço cama na varanda!
Deito minha alma pelada!
Cubro meu rosto e veste!
Sete palmos abaixo no solo!
Deixo pros pobres meus olhos.
Meu bem mais precioso...
Pros apaixonados deixo os versos...
Pros aniquilados, esperança...
Pros derrotados, vitória...
Pros amados, temperança...
Meus amores, remorsos...
Amigos, saudades...
Família, consolo...
Corpo, carícia...
Toque, pesar...
Beijo, pesar...
Sexo, pesar...
Confiança para sempre quebrada.

23 dezembro, 2007

Desde já tenho-me dito perdido...

Desde já te digo que só um amigo
daqueles que não me tocam o umbigo
serve pra fazer do castigo
companheiro em uníssono
com a língua do fel amargo.
Digo que te folga o aceio
que me falta um arreio
na pobre calha da relação
que verte em dirreção
ao fétido sumidouro.
Do esperançado um depósito
do caminhar truncado trânsito
da palavra dita uma negação
da inaudita imcompreensão
desta moça da escuridão
relego-me assim da alma
pra dizer sem rima
que minha sina
simplismente
finda
com esta oposição...

03 outubro, 2007

Ao sono mórfico, um experimento trágico.

Continuo parido
Desta puta sem marido.
Do caminho retorcido
Da casa mal trapilha.
Da investida, à partida.
Da queda bem doída.
Do olho já cansado,
Do sono embalado.
Da noite alta, à besta.
Da comida a putanesca
Do enjôo em seguida
Do médico a aspirina
De amanhã ao dia.
Do trabalho não querido
Da ja te digo.
Da falta de um amigo.
Do coração ao umbigo
Do peito ao pé.
A preposição prepondera.
O escrito se esvai.
Assim como o dia
um novo experimento cai...




(essa não é das melhores, mas vai assim mesmo...)